O problema "não é salarial", mas sim a "taxa de absentismo" e falta de mão-de-obra qualificada.Somos preguiçosos e em geral o trabalho é um sacrifício. Em termos de formação profissional, observo que a chamada que se tem feito aos adultos para voltar a estudar, apenas cumpre a missão das estatísticas e que pouco ou nada tem acrescentado para o seu progresso profissional. O mesmo parece acontecer com os cursos que o IEFP oferece, quando o imperativo passa por tirar, temporariamente, os indivíduos das estatísticas do desemprego.
As pessoas precisam definir o futuro que desejam ter e as ferramentas de que precisam para lá chegar. É este o apoio responsável que as instituições públicas devem dar e permitir.
"Chegou a altura de definir com muita clareza uma política salarial para Portugal, mas deve ser feito empresa a empresa"A política de remuneração salarial deve ser definida empresa a empresa mas, a meu ver, do seguinte modo: deve haver uma relação directa entre o que recebe o topo hierárquico e a sua base. Por exemplo, se o presidente ganhar 5000, o menor ordenado seria de, por exemplo, 10 vezes menos (500), e para o presidente aumentar os seus ganhos, teria de aumentar a base da pirâmide exactamente na mesma proporção. O mesmo para os bónus e partilha de lucros (até porque não se chegaria lá sem o trabalho de todos).
Também penso que a diferença salarial entre topo e base não pode ser tão desigual como hoje se verifica nas grandes empresas. É desumano, injusto e não tem sentido nenhum que assim seja.